A planta dos afetos e das histórias

Haverá planta mais bela e singela, colecionadora de afetos e contadora de histórias?

Sabem do que falo?

Se não adivinharam, aqui vos deixo umas fotos que serviram de inspiração a um poema de Lúcia Ribeiro.

 

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Conhecer a autora:

http://www.facebook.com/Lucibeipoems/

http://luciaribeiro.net/

 

 

Preguiçar

Há sítios que nos levam literalmente ao ato de bem preguiçar e a memórias de infância dos tempos quentes de verão e do chapinhar na água, ou de um jogo de râguebi com direito a chuva, muita lama  e risota.

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Contradição: o Tudo e o Nada

A verdade existe na contradição: Tantas cabeças cheias de Nadas e tantas cabeças vazias de Tudos.

Na era da informação, informação, informação, informação, informação,…, “vira o disco e toca o mesmo”, temos a cabeça tão cheia de tanta coisa, nem sempre tão indispensável, que o cheio vira Nada e nos falta espaço para o Tudo, aquele Tudo essencial. Vivemos à beira do abismo, com cabeças cheias , que já nem sabem distinguir o importante e necessário, do acessório ou menos prioritário, eliminando-o ou estabelecendo prioridades.

A informação a mais, acaba por ser mais prejudicial que útil, transformando-se em desperdício, pois não é aproveitada. Não é assimilada e processada, promovendo o desenvolvimento de conexões e do pensamento. Pior, esgota o cérebro, interferindo com o seu equilíbrio,  a tranquilidade, a produtividade e a criatividade.

Imaginem como se o nosso cérebro fosse um saco de aspirador que está quase no seu limite e  por isso o aspirador não consegue aspirar como deve ser e sobreaquece; ou imaginem um carro,  sempre em andamento.

Este é o cérebro de cada vez mais adultos e, pior ainda, de um número cada vez mais crescente de crianças.  Um número vertiginoso, um panorama preocupante…

E enquanto as ditas cabeças deambulam cheias de vazio, pelo passar frenético dos dias , a vida passa, vazia de tudo.

Ainda sobre o Entrudo…

Facanito: uma palavra nova a adicionar ao meu dicionário.

O que é um facanito?

Ora aqui está!

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Um “facanito” é um careto pequenito! É uma criança que se disfarça de careto, imitando os rituais dos adultos e iniciando-se assim no perpetuar da tradição.

Sabiam? Eu não!

Mas agora já sei:

De pequenito chocalha o facanito!

Receita “Natal Feliz” 

Receita “Natal Feliz”
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Num recipiente coloque:
300 g de paz;
150 de saúde;
1 chávena de compreensão;
6 gemas de alegria;
3 dl de amizade;
1 cálice de boa vontade;
Umas raspas de sorte;
1 colher de chá de surpresas(das boas 🙂 )
1 pitada de sorrisos.

Mexa bem todos os ingredientes até ficarem bem misturados. Reserve.

À parte bata as claras de amor em castelo. Junte-as ao preparado anterior e envolva tudo muito bem, com carinho, mas mão bem firme, até ficar uma massa fofa.
Com 50 g de convicção, unte uma forma de família, se possível da tetravó.
Polvilhe com um pouco de melancolia. Verta sobre ela a massa.
Está pronta a ir ao forno!

Leve ao forno, a 180 graus de família, durante a noite de consoada. Aguarde.
Estará pronta quando a estrela mais alta anunciar o nascimento do Menino Jesus.

Retire do forno e, enquanto arrefece, prepare uma calda de perseverança.
Num pequeno tacho coloque 250 ml de trabalho, 1 dl de paciência, 1 colher de sopa de atitude e 1 colher de chá de oportunidades. Junte-lhe 1 pau de prosperidade. Deixe levantar fervura e retire do lume.
Verta a calda ainda quente e polvilhe com açúcar de esperança.

Et voilá! Basta fatiar!

Bom apetite e… FELIZ NATAL!

(Nota: Também é muito deliciosa quando saboreada noutras alturas do ano… 🙂 )