Coisas pequenas…

Ontem foi dia de andar de volta das coisas pequenas que, afinal, são grandes.Ontem foi dia de andar arrasto e de joelhos e de olhar para baixo. A vida não é só olhar para cima.Ontem foi dia de lama e areia nos pés, sol no corpo e vento no cabelo.Ontem foi dia de cores, cheiros e sabores.
Ontem foi dia de chegar a casa suja de lama, marcada pelas ervas e restos de folhas agarradas à roupa e cabelo.Ontem foi dia de bons momentos e fotos feitas poesia.Ontem foi dia de viver a vida.Ontem foi, certamente, um dia feliz.

 

 

Borboleteios

Borboletando atrás das borboletas,  não parece,  mas pode ser cansativo…

Acompanhar os borboleteios das frenéticas bailarinas e esperar que fiquem em pontas, numa flor qualquer,  presenteando-nos com uma pose de artista, é um bom desafio à paciência. Nem sempre conseguimos a foto esperada, mas temos a prenda mais preciosa, apreciar o momento e participar no bailado.

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Seres especiais

Todos os seres vivos são  únicos e especiais. Outros há, que são ainda mais especiais quando se tornam cada vez mais únicos, devido à atividade e imposição da presença dos que se acham mais especiais. Os insetos, que tantas vezes mal amamos, são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas. Pensemos nas polinizadores e nos decompositores, a título de exemplo.  E é por isso que há cada vez mais espécies em vias de extinção, num mundo onde deveria haver lugar para todos,  porque  os julgamos pelo aspeto ou ódios de estimação e não pela sua importância e o papel que desempenham, na Natureza.

 

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Dia Da Terra

Em pleno Dia da Terra não nos esqueçamos que vivemos temporariamente num lugar emprestado; que a nossa casa não pode existir, sem que exista a casa maior chamada Planeta Terra.

Não esqueçamos que o dinheiro só poderá comprar o que houver para comprar, enquanto houver.

Quando não houver ar puro, água potável e alimento,  o dinheiro não ha de servir de muito no  caixão!

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A serra mágica

Nada como tomar uma dose de 18 Km de Serra Amarela para alimentar a alma.

A Serra Amarela, no alto da sua singela, agreste e marcante presença não para de nos surpreender. No topo dela, sentimo-nos a levitar no topo do Mundo, a uns minutinhos do céu.

Em cada recanto se conta uma história, se encontra uma surpresa ou desvenda um mistério.

A Serra Amarela vicia! Ela dá-nos sempre um motivo para a voltarmos a visitar: as panorâmicas, capazes de nos fazer perder a noção de longitude e suster  a respiração; as diferentes roupagens dos montes áridos no verão, verdejantes e coloridos na primavera e abençoados pela brancura das neves, no inverno; os animais e plantas diferentes do habitual; as vacas e os garranos a pastar nos locais mais impensáveis; os cheiros e os sons da Natureza;  o calor e a luz no rosto; a dança do vento; o silêncio ensurdecedor da beleza das montanhas, pacificador do corpo e da alma,  e outras tantas coisas mais. Em cada visita há sempre algo novo para ver.  E mal a deixamos já sonhamos com a próxima aventura; o próximo tesouro que iremos descobrir, quando a calcorrearmos outra vez.

A Serra Amarela testemunha  a dureza da vida da montanha, de mãos dadas com a tenacidade das gentes da terra. Os azevinhos contam histórias seculares, amores perdidos e encontrados e as agruras da vida. O vento assobia e espalha as melodias do pastor.

A Serra Amarela é toda ela uma inspiração; um sinónimo de vida, arte e resiliência, em comunhão.

Depois de pisarmos a Serra Amarela,  nada volta a ser como antes.

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Lugares mágicos!

Quem circula na direção do Norte Interior percebe, a cada quilómetro realizado, o porquê do fascínio que esta zona do país exerce sobre quem a visita. São os lugares, as gentes, a ruralidade, os petiscos, a sensação de poder da Natureza sobre o Homem  e o facto de que toda a vida é organizada em função das condições geográficas e climatéricas, próprias da região. São as mesmas que ajudam a ditar interessantes costumes e tradições. Em cada canto, quando menos se espera, pode aparecer algo diferente e único: um veado, uma ave de rapina, uma árvore que conta histórias, um penedo com forma humana, um pastor que surge do nada, no meio do monte, no mesmo local onde há minutos atrás não se via nada…

As Terras de Barroso, são sem dúvida especiais. As suas tradições e festividades atraem cada vez mais pessoas. Exemplo disso é a comemoração da “Sexta-Feira 13”.

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