Duelo de oportunistas

Num destes dias de praia, ao estacionar o carro,  dou com uma suposta borboleta, diferente das que tenho visto,  a borboletear. Peguei logo da máquina, claro está!

Antes que tivesse a oportunidade de fotografar algo que ainda não tinha captado, uma mariposa do género Hemaris, eis que aparece uma oportunista mais rápida do que eu. Contente e convencida que teria o meu momento, depois de ter esperado pacientemente que a mariposa pousasse, tão depressa ela o fez como nem tive tempo de encostar o olho à ocular da máquina. Pura ilusão! Enquanto rapidamente comecei a tentar focar a  mariposa que se mexia, deixando o foco da lente num vai e vem, percebi que nesse curto espaço de tempo em que a imagem se tornou nítida, já uma senhora aranha a tinha oportunamente caçado e entrançado nas suas teias, embrulhando o seu jantar.  Devo dizer que a rapidez foi tanta, tal como “o diabo esfrega um olho”, que tão depressa a vi pousar no que parecia uma suposta planta, como a vejo enrolada numa teia, imobilizada. Não devem ter passado mais que cinco segundos.

Que as aranhas são relativamente rápidas a fazer teias, isso sabia, mas em cerca de cinco segundos enrolar completamente a sua vítima, com um tamanho considerável comparando com o seu, foi admiração total. Tão rápido que o meu pensamento e capacidade de observação tiveram dificuldade em  perceber e acompanhar o que tinha acontecido num tão curto espaço de tempo.  

No final da praia, passei pelo mesmo local, para observar a evolução e matar a curiosidade. A mariposa continuava a ser guardada pela aranha, não fosse algum guloso roubar o petisco. Pouco depois, um mosquito desprevenido fica preso na teia e, mais uma vez, nem tive tempo de perceber. Foram cerca de três segundos e já estava também despachado para a paparoca. A cena deixou-me a pensar: pelo abdómen desta aranha do género Argiope sairá apenas um fio ou mais? Será uma super aranha como a dos filmes de ficção?

Além de ter ficado confusa e descobrir que vou ter que pesquisar, aprendi também que em duelo de oportunistas a aranha fica a ganhar!

Mas nem tudo ficou perdido, pois também saí a ganhar qualquer coisita: num só momento fotografei duas espécies que nunca tinha visto e acompanhei a história de uma caçada bem sucedida.

 

 

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Lugares mágicos

Há sítios mágicos onde o tempo parece não passar, para além dos animais  e gentes da terra. Em cada canto somos brindados com algo diferente. Tanto podemos calcorrear caminhos envoltos por verde luxuriante, como saltar rapidamente para  terrenos pedregosos e aparentemente áridos onde apenas o mato e vegetação rasteira parecem resistir, mas nem por isso menos guardadores de segredos. Se estivermos bem atentos, está tudo lá, à espera da nossa descoberta.

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(Terra de Bouro)

Borboleteios

Borboletando atrás das borboletas,  não parece,  mas pode ser cansativo…

Acompanhar os borboleteios das frenéticas bailarinas e esperar que fiquem em pontas, numa flor qualquer,  presenteando-nos com uma pose de artista, é um bom desafio à paciência. Nem sempre conseguimos a foto esperada, mas temos a prenda mais preciosa, apreciar o momento e participar no bailado.

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Orquídeas & Primavera

Há orquídeas silvestres que andam de mãos dadas com a primavera e chegam para alegrar os campos e bermas de caminhos. Dactylorhizas e Serapias espalham-se aqui e acolá, sem que muitas vezes demos por elas. De vez em quando também é possível avistar uma Vanessa, que chama a atenção pelo seu colorido.

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Seres especiais

Todos os seres vivos são  únicos e especiais. Outros há, que são ainda mais especiais quando se tornam cada vez mais únicos, devido à atividade e imposição da presença dos que se acham mais especiais. Os insetos, que tantas vezes mal amamos, são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas. Pensemos nas polinizadores e nos decompositores, a título de exemplo.  E é por isso que há cada vez mais espécies em vias de extinção, num mundo onde deveria haver lugar para todos,  porque  os julgamos pelo aspeto ou ódios de estimação e não pela sua importância e o papel que desempenham, na Natureza.

 

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Dia Da Terra

Em pleno Dia da Terra não nos esqueçamos que vivemos temporariamente num lugar emprestado; que a nossa casa não pode existir, sem que exista a casa maior chamada Planeta Terra.

Não esqueçamos que o dinheiro só poderá comprar o que houver para comprar, enquanto houver.

Quando não houver ar puro, água potável e alimento,  o dinheiro não ha de servir de muito no  caixão!

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