A planta dos afetos e das histórias

Haverá planta mais bela e singela, colecionadora de afetos e contadora de histórias?

Sabem do que falo?

Se não adivinharam, aqui vos deixo umas fotos que serviram de inspiração a um poema de Lúcia Ribeiro.

 

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Conhecer a autora:

http://www.facebook.com/Lucibeipoems/

http://luciaribeiro.net/

 

 

Em abril, flores mil

Hoje (dia doze), resolvi revisitar o “meu jardim”, na procura pela minha papoila predileta. Não a tenho visto há alguns anos e tinha saudades dela. Pensei que, talvez por sorte, resolvesse presentear-me e estivesse tal como a encontrei, atrevidamente roxa, destacando-se no meio do amarelo dos pampilhos.

Às vezes, é nos dias chuvosos e incertos como o de hoje, que tenho tido a sorte de conseguir coisas diferentes, quando o instinto me diz que devo enfrentar o frio e a chuva; que vale a pena sair de casa porque algo parece conspirar a favor; ou quando, pensando não ter nada de jeito, no sítio onde tantas vezes tentei e não consegui, volto para trás para tentar mais uma foto.

Decidi voltar a seguir a inspiração e aproveitar os cinquenta minutos de luz que me restariam. Ainda que não fosse ter sorte, sempre seriam cinquenta minutos de luz e cinquenta minutos de oxigénio.

Para minha agradável surpresa, não só a papoila roxa estava lá à minha espera, como tinha outras companheiras, suas vizinhas, a sorrirem para mim. E eu, claro está, participei na festa.DSC_4996-2ass.jpg

Preguiçar

Há sítios que nos levam literalmente ao ato de bem preguiçar e a memórias de infância dos tempos quentes de verão e do chapinhar na água, ou de um jogo de râguebi com direito a chuva, muita lama  e risota.

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À procura

Por entre as ervas e à procura de petisco, bicando aqui e acolá, cirandava pelo campo esta cegonha. Ela e mais uma companheira. Apesar da grande proximidade, deixaram-se estar, perceberam que não lhes queria mal. O pitéu que andavam a colher certamente valeria bem a pena o risco. Achei piada, pois estamos mais habituados a vê-las empoleiradas em algum suporte alto e não a alimentar-se. Fez-me lembrar os tempos de pequena, em que observava as vacas malhadas (pretas e brancas) a deleitarem-se nos campos, com a erva verdinha e fresca. As cegonhas não são vacas e não comem erva, mas também elas, com o seu preto e branco, descobriram muitos prazeres, aqui no Norte; ao ponto de se começarem a fixar por estas terras, quando antigamente nem sequer era normal vê-las na época de migração, a não ser no centro e sul do país. Sinais de mudança dos tempos…Photo at sector 412224-16-9.assred

 

 

Ainda sobre o Entrudo…

Facanito: uma palavra nova a adicionar ao meu dicionário.

O que é um facanito?

Ora aqui está!

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Um “facanito” é um careto pequenito! É uma criança que se disfarça de careto, imitando os rituais dos adultos e iniciando-se assim no perpetuar da tradição.

Sabiam? Eu não!

Mas agora já sei:

De pequenito chocalha o facanito!

Entrudo chocalheiro

Depois de uma caminhada pela zona envolvente da belíssima albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros,  foi tempo de festejar o entrudo chocalheiro, em Podence. Um Carnaval à moda antiga, uma forma de perpetuar as tradições.

Sem dúvida, genuíno e único, com os seus atrevidos e coloridos Caretos a chocalhar por todo o lado.

Um dia muito bem passado. Talvez tenha sido o arco-íris, logo pela manhã, que o abençoou.

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