“Solzar”

É tão bom “solzar”!

“Solzar” é sorrir para o Sol e deixar que o Sol nos sorria. É a alegria de um Sol de inverno.

“Solzar” é deixar cada centímetro de pele sorver essa dádiva estelar, até que ela nos abrace com o seu calor e nos adentre todas as camadas até à alma,  fazendo-nos sentir como o mais feliz, despreocupado e esparramado sardão, a namorar o Sol.

“Solzar” é cheirar todos os cheiros que vêm agarrados aos raios de Sol e rimam com rio, campo e mar; é engolir Sol como se não houvesse amanhã, para desembolorar o corpo e a mente.

“Solzar” é despedir a escuridão e escrever com luz, na mente e no coração, imaginando a poesia dos pássaros que chegam com a primavera, as flores a sorrir nos campos e as borboletas a desenhar  bailados ao som dos chilreios maestrinos.

Em resumo: “solzar” é levar com uma bruta chapada de Sol na trombeta e agradecer por isso!

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Bem-vindo, outono!

Bem-vindo, outono!

 

Bem-vindo, outono!

Vieste confundido com o verão
Quiseste enganar-me, que brincalhão!
Mas enquanto houver praia, sol e mar
À vontade me podes enganar!

Eu não levo a mal a tua brincadeira
Com o sal na pele, sinto-me inteira
Pois trago um pedaço do meu mar amado
E o meu coração fica temperado.

Prometo brincar com as tuas folhas
Quand’ elas bailarem, soltas, pelo ar
Mas, entretanto, deixa-me assim
A sorrir, feliz, com o Sol e o Mar.

O meu verbo preferido…

Cascatear, é um verbo! Sabiam? Por sinal, o meu verbo preferido.

Cascateando, é o gerúndio do verbo cascatear. Como eu adoro estes gerúndios…!

E a conjugação na primeira pessoa do singular, do presente do indicativo – “eu cascateio”- , não é deliciosa?

É sim! Melhor, mesmo, só o plural: “Nós cascateamos!”.

– Ah, como é bom cascatear, por esse Portugal afora!

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