Coisas pequenas…

Ontem foi dia de andar de volta das coisas pequenas que, afinal, são grandes.Ontem foi dia de andar arrasto e de joelhos e de olhar para baixo. A vida não é só olhar para cima.Ontem foi dia de lama e areia nos pés, sol no corpo e vento no cabelo.Ontem foi dia de cores, cheiros e sabores.
Ontem foi dia de chegar a casa suja de lama, marcada pelas ervas e restos de folhas agarradas à roupa e cabelo.Ontem foi dia de bons momentos e fotos feitas poesia.Ontem foi dia de viver a vida.Ontem foi, certamente, um dia feliz.

 

 

Orquídeas & Primavera

Há orquídeas silvestres que andam de mãos dadas com a primavera e chegam para alegrar os campos e bermas de caminhos. Dactylorhizas e Serapias espalham-se aqui e acolá, sem que muitas vezes demos por elas. De vez em quando também é possível avistar uma Vanessa, que chama a atenção pelo seu colorido.

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Dia Da Terra

Em pleno Dia da Terra não nos esqueçamos que vivemos temporariamente num lugar emprestado; que a nossa casa não pode existir, sem que exista a casa maior chamada Planeta Terra.

Não esqueçamos que o dinheiro só poderá comprar o que houver para comprar, enquanto houver.

Quando não houver ar puro, água potável e alimento,  o dinheiro não ha de servir de muito no  caixão!

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A serra mágica

Nada como tomar uma dose de 18 Km de Serra Amarela para alimentar a alma.

A Serra Amarela, no alto da sua singela, agreste e marcante presença não para de nos surpreender. No topo dela, sentimo-nos a levitar no topo do Mundo, a uns minutinhos do céu.

Em cada recanto se conta uma história, se encontra uma surpresa ou desvenda um mistério.

A Serra Amarela vicia! Ela dá-nos sempre um motivo para a voltarmos a visitar: as panorâmicas, capazes de nos fazer perder a noção de longitude e suster  a respiração; as diferentes roupagens dos montes áridos no verão, verdejantes e coloridos na primavera e abençoados pela brancura das neves, no inverno; os animais e plantas diferentes do habitual; as vacas e os garranos a pastar nos locais mais impensáveis; os cheiros e os sons da Natureza;  o calor e a luz no rosto; a dança do vento; o silêncio ensurdecedor da beleza das montanhas, pacificador do corpo e da alma,  e outras tantas coisas mais. Em cada visita há sempre algo novo para ver.  E mal a deixamos já sonhamos com a próxima aventura; o próximo tesouro que iremos descobrir, quando a calcorrearmos outra vez.

A Serra Amarela testemunha  a dureza da vida da montanha, de mãos dadas com a tenacidade das gentes da terra. Os azevinhos contam histórias seculares, amores perdidos e encontrados e as agruras da vida. O vento assobia e espalha as melodias do pastor.

A Serra Amarela é toda ela uma inspiração; um sinónimo de vida, arte e resiliência, em comunhão.

Depois de pisarmos a Serra Amarela,  nada volta a ser como antes.

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“Solzar”

É tão bom “solzar”!

“Solzar” é sorrir para o Sol e deixar que o Sol nos sorria. É a alegria de um Sol de inverno.

“Solzar” é deixar cada centímetro de pele sorver essa dádiva estelar, até que ela nos abrace com o seu calor e nos adentre todas as camadas até à alma,  fazendo-nos sentir como o mais feliz, despreocupado e esparramado sardão, a namorar o Sol.

“Solzar” é cheirar todos os cheiros que vêm agarrados aos raios de Sol e rimam com rio, campo e mar; é engolir Sol como se não houvesse amanhã, para desembolorar o corpo e a mente.

“Solzar” é despedir a escuridão e escrever com luz, na mente e no coração, imaginando a poesia dos pássaros que chegam com a primavera, as flores a sorrir nos campos e as borboletas a desenhar  bailados ao som dos chilreios maestrinos.

Em resumo: “solzar” é levar com uma bruta chapada de Sol na trombeta e agradecer por isso!

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