Lugares mágicos

Há sítios mágicos onde o tempo parece não passar, para além dos animais  e gentes da terra. Em cada canto somos brindados com algo diferente. Tanto podemos calcorrear caminhos envoltos por verde luxuriante, como saltar rapidamente para  terrenos pedregosos e aparentemente áridos onde apenas o mato e vegetação rasteira parecem resistir, mas nem por isso menos guardadores de segredos. Se estivermos bem atentos, está tudo lá, à espera da nossa descoberta.

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(Terra de Bouro)

A serra mágica

Nada como tomar uma dose de 18 Km de Serra Amarela para alimentar a alma.

A Serra Amarela, no alto da sua singela, agreste e marcante presença não para de nos surpreender. No topo dela, sentimo-nos a levitar no topo do Mundo, a uns minutinhos do céu.

Em cada recanto se conta uma história, se encontra uma surpresa ou desvenda um mistério.

A Serra Amarela vicia! Ela dá-nos sempre um motivo para a voltarmos a visitar: as panorâmicas, capazes de nos fazer perder a noção de longitude e suster  a respiração; as diferentes roupagens dos montes áridos no verão, verdejantes e coloridos na primavera e abençoados pela brancura das neves, no inverno; os animais e plantas diferentes do habitual; as vacas e os garranos a pastar nos locais mais impensáveis; os cheiros e os sons da Natureza;  o calor e a luz no rosto; a dança do vento; o silêncio ensurdecedor da beleza das montanhas, pacificador do corpo e da alma,  e outras tantas coisas mais. Em cada visita há sempre algo novo para ver.  E mal a deixamos já sonhamos com a próxima aventura; o próximo tesouro que iremos descobrir, quando a calcorrearmos outra vez.

A Serra Amarela testemunha  a dureza da vida da montanha, de mãos dadas com a tenacidade das gentes da terra. Os azevinhos contam histórias seculares, amores perdidos e encontrados e as agruras da vida. O vento assobia e espalha as melodias do pastor.

A Serra Amarela é toda ela uma inspiração; um sinónimo de vida, arte e resiliência, em comunhão.

Depois de pisarmos a Serra Amarela,  nada volta a ser como antes.

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Gigantones e cabeçudos

Nota: Resultado de um trabalho de composição, de foto mais quadra, para uma t-shirt,com inspiração nos Gigantones e Cabeçudos das Festas da Agonia.

 

 

Gigantone e cabeçudo

Assim é o meu amor

Teima e luta contra tudo

Quer na alegria ou na dor.

 

Gigantone é o meu amor

Cabeçudo até mais não

Animado salta e dança

Se te vê meu coração.

 

 

Lugares mágicos!

Quem circula na direção do Norte Interior percebe, a cada quilómetro realizado, o porquê do fascínio que esta zona do país exerce sobre quem a visita. São os lugares, as gentes, a ruralidade, os petiscos, a sensação de poder da Natureza sobre o Homem  e o facto de que toda a vida é organizada em função das condições geográficas e climatéricas, próprias da região. São as mesmas que ajudam a ditar interessantes costumes e tradições. Em cada canto, quando menos se espera, pode aparecer algo diferente e único: um veado, uma ave de rapina, uma árvore que conta histórias, um penedo com forma humana, um pastor que surge do nada, no meio do monte, no mesmo local onde há minutos atrás não se via nada…

As Terras de Barroso, são sem dúvida especiais. As suas tradições e festividades atraem cada vez mais pessoas. Exemplo disso é a comemoração da “Sexta-Feira 13”.

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Amor emoldurado…

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Querida avó, Ângela:

Onde quer que tu estejas;

qualquer que seja a ESTRELA que te serve de travesseiro;

e a GALÁXIA onde moras;

quero que saibas que tenho um pedaço de ti,  emoldurado;

que o teu nome, bordado com tanto carinho e desvelo num imaculado lençol de linho,  perdura agora não só no coração e na memória, mas também num lindo quadro, que mora cá em casa.

E sabes uma coisa?

Eu sou capaz de jurar que ele conversa com o bengaleiro, seu vizinho,  que também foi teu e do avó.  Às vezes, ouço-os cochichar.

Querida avó: a tua chama apagou-se cedo demais! Quero que saibas como lamento nunca poder vir a saber qual era o tom do teu cheiro e a cor da tua voz; a que sabiam os teus beijos; que desenhos faziam os teus cabelos; se sorrias como o Sol.

Mas sabes, agora que o teu brilho está mais perto de mim, abençoa-me sempre que chego a casa. E cada vez que abro a porta, enquanto sorris para mim, parece-me cheirar a rosmaninho, o mesmo dos raminhos que guardamos junto com a roupa delicada.

Querida avó, Ângela:

espero que gostes!

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Prendas bordadas de afetos…

Esta é uma história baseada em factos reais e, qualquer coincidência com a ficção, é mesmo uma inveja da ficção sobre a realidade. ☺

Era uma vez, uma linda jovem casadoira, que habilidosamente bordou um dos lençóis do seu enxoval, com as iniciais do seu nome: A. de A. S. M.. Casou com um polícia charmoso e teve quatro filhos, dois rapazes e duas raparigas, de nomes J., M., L. e A.. Quis o destino que falecesse relativamente jovem, com 56 anos, tendo apenas conhecido uma neta, a única nascida à data dos acontecimentos, filha da filha L.

A vida brindou-a, post mortem, com mais sete netos, totalizando-se assim oito, quatro rapazes e quatro raparigas, incluindo a já nascida.

Quis o mesmo destino, muitos anos mais tarde, pregar uma boa partida, fazendo aparecer o dito lençol bordado, no meio de outras lembranças, nas mãos da sua filha de nome M., enquanto vasculhava um baú. E é a partir daqui que esta história se torna mais interessante…

A sua filha de nome M., ao analisar o lençol, num momento de melancolia e reflexão, descobriu que este escondia uma linda mensagem… As iniciais do nome da sua mãe A. de A. S. M. simpatizam com as iniciais dos nomes próprios das quatro netas que teve: A., A., S. e M.. ☺

Decidida, M., resolveu cortar o lençol em quatro bocadinhos, oferecendo cada uma das letras do nome da sua mãe, às netas dela, suas sobrinhas e filha, cada uma ficando com a correspondente inicial.

A esta altura já devem ter percebido que eu sou uma dessas letras.

A minha, claro está, é o M., a primeira neta nascida e, mal esteja devidamente encaixilhada, vai descansar por cima do recém restaurado móvel, que à mesma minha avó pertenceu. ☺

Obrigada, avó A. de A. S. M.

Obrigada, tia M.

Há histórias fantásticas, não há? Daquelas em que o universo parece conspirar a seu favor…☺

A planta dos afetos e das histórias

Haverá planta mais bela e singela, colecionadora de afetos e contadora de histórias?

Sabem do que falo?

Se não adivinharam, aqui vos deixo umas fotos que serviram de inspiração a um poema de Lúcia Ribeiro.

 

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Conhecer a autora:

http://www.facebook.com/Lucibeipoems/

http://luciaribeiro.net/