Pensamentos de caca…

Pensamentos de caca…

O mal da ignorância é que ela pode ser tão galopante quanto uma diarreia infecciosa.

O ignorante, assumindo a informação ignorante que lhe é dada como uma verdade absoluta,  espalha  a microbiótica ignorância  sem ter noção do grau de diarreia mental implícito, contribuindo para  a multiplicação da mesma.

E a caca espalha-se, a outros cérebros diarreicos!

Em resumo: Ler, faz bem à saúde!

 

Que atrevimento!

Estas libélulas atrevidas  pousaram nos meus pés e mãos, sem pedir licença, usando e abusando deles como se fossem um heliporto. Só desculpei, porque além de bonitas, eram simpáticas. Enquanto elas “libelavam”, deu para conversarmos. Eu deixei-as descansar e  disse-lhes  o que andava a fazer por aquelas bandas. Elas retribuíram, com poses elegantes para as minhas fotos, ao mesmo tempo que me contaram segredos e histórias de encantar, sobre os bonitos locais da Ermida.

 

Amor emoldurado…

montagem quadroass

 

Querida avó, Ângela:

Onde quer que tu estejas;

qualquer que seja a ESTRELA que te serve de travesseiro;

e a GALÁXIA onde moras;

quero que saibas que tenho um pedaço de ti,  emoldurado;

que o teu nome, bordado com tanto carinho e desvelo num imaculado lençol de linho,  perdura agora não só no coração e na memória, mas também num lindo quadro, que mora cá em casa.

E sabes uma coisa?

Eu sou capaz de jurar que ele conversa com o bengaleiro, seu vizinho,  que também foi teu e do avó.  Às vezes, ouço-os cochichar.

Querida avó: a tua chama apagou-se cedo demais! Quero que saibas como lamento nunca poder vir a saber qual era o tom do teu cheiro e a cor da tua voz; a que sabiam os teus beijos; que desenhos faziam os teus cabelos; se sorrias como o Sol.

Mas sabes, agora que o teu brilho está mais perto de mim, abençoa-me sempre que chego a casa. E cada vez que abro a porta, enquanto sorris para mim, parece-me cheirar a rosmaninho, o mesmo dos raminhos que guardamos junto com a roupa delicada.

Querida avó, Ângela:

espero que gostes!

DSC_0032recass      DSC_0004ass

 

 

 

Prendas bordadas de afetos…

Esta é uma história baseada em factos reais e, qualquer coincidência com a ficção, é mesmo uma inveja da ficção sobre a realidade. ☺

Era uma vez, uma linda jovem casadoira, que habilidosamente bordou um dos lençóis do seu enxoval, com as iniciais do seu nome: A. de A. S. M.. Casou com um polícia charmoso e teve quatro filhos, dois rapazes e duas raparigas, de nomes J., M., L. e A.. Quis o destino que falecesse relativamente jovem, com 56 anos, tendo apenas conhecido uma neta, a única nascida à data dos acontecimentos, filha da filha L.

A vida brindou-a, post mortem, com mais sete netos, totalizando-se assim oito, quatro rapazes e quatro raparigas, incluindo a já nascida.

Quis o mesmo destino, muitos anos mais tarde, pregar uma boa partida, fazendo aparecer o dito lençol bordado, no meio de outras lembranças, nas mãos da sua filha de nome M., enquanto vasculhava um baú. E é a partir daqui que esta história se torna mais interessante…

A sua filha de nome M., ao analisar o lençol, num momento de melancolia e reflexão, descobriu que este escondia uma linda mensagem… As iniciais do nome da sua mãe A. de A. S. M. simpatizam com as iniciais dos nomes próprios das quatro netas que teve: A., A., S. e M.. ☺

Decidida, M., resolveu cortar o lençol em quatro bocadinhos, oferecendo cada uma das letras do nome da sua mãe, às netas dela, suas sobrinhas e filha, cada uma ficando com a correspondente inicial.

A esta altura já devem ter percebido que eu sou uma dessas letras.

A minha, claro está, é o M., a primeira neta nascida e, mal esteja devidamente encaixilhada, vai descansar por cima do recém restaurado móvel, que à mesma minha avó pertenceu. ☺

Obrigada, avó A. de A. S. M.

Obrigada, tia M.

Há histórias fantásticas, não há? Daquelas em que o universo parece conspirar a seu favor…☺