“Solzar”

É tão bom “solzar”!

“Solzar” é sorrir para o Sol e deixar que o Sol nos sorria. É a alegria de um Sol de inverno.

“Solzar” é deixar cada centímetro de pele sorver essa dádiva estelar, até que ela nos abrace com o seu calor e nos adentre todas as camadas até à alma,  fazendo-nos sentir como o mais feliz, despreocupado e esparramado sardão, a namorar o Sol.

“Solzar” é cheirar todos os cheiros que vêm agarrados aos raios de Sol e rimam com rio, campo e mar; é engolir Sol como se não houvesse amanhã, para desembolorar o corpo e a mente.

“Solzar” é despedir a escuridão e escrever com luz, na mente e no coração, imaginando a poesia dos pássaros que chegam com a primavera, as flores a sorrir nos campos e as borboletas a desenhar  bailados ao som dos chilreios maestrinos.

Em resumo: “solzar” é levar com uma bruta chapada de Sol na trombeta e agradecer por isso!

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Que atrevimento!

Estas libélulas atrevidas  pousaram nos meus pés e mãos, sem pedir licença, usando e abusando deles como se fossem um heliporto. Só desculpei, porque além de bonitas, eram simpáticas. Enquanto elas “libelavam”, deu para conversarmos. Eu deixei-as descansar e  disse-lhes  o que andava a fazer por aquelas bandas. Elas retribuíram, com poses elegantes para as minhas fotos, ao mesmo tempo que me contaram segredos e histórias de encantar, sobre os bonitos locais da Ermida.

 

Preguiçar

Há sítios que nos levam literalmente ao ato de bem preguiçar e a memórias de infância dos tempos quentes de verão e do chapinhar na água, ou de um jogo de râguebi com direito a chuva, muita lama  e risota.

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À procura

Por entre as ervas e à procura de petisco, bicando aqui e acolá, cirandava pelo campo esta cegonha. Ela e mais uma companheira. Apesar da grande proximidade, deixaram-se estar, perceberam que não lhes queria mal. O pitéu que andavam a colher certamente valeria bem a pena o risco. Achei piada, pois estamos mais habituados a vê-las empoleiradas em algum suporte alto e não a alimentar-se. Fez-me lembrar os tempos de pequena, em que observava as vacas malhadas (pretas e brancas) a deleitarem-se nos campos, com a erva verdinha e fresca. As cegonhas não são vacas e não comem erva, mas também elas, com o seu preto e branco, descobriram muitos prazeres, aqui no Norte; ao ponto de se começarem a fixar por estas terras, quando antigamente nem sequer era normal vê-las na época de migração, a não ser no centro e sul do país. Sinais de mudança dos tempos…Photo at sector 412224-16-9.assred

 

 

As lagoas que nunca enjoam…

Sempre que posso visito esta pequena zona húmida que serve de abrigo a tantos animais. Gosto de a visitar ao longo do ano e observar as mudanças.

Costumo dizer que estas lagoas  nunca enjoam, seja com frio, com calor, em dia nublado ou solarengo. São sempre bonitas.