Entrudo chocalheiro

Depois de uma caminhada pela zona envolvente da belíssima albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros,  foi tempo de festejar o entrudo chocalheiro, em Podence. Um Carnaval à moda antiga, uma forma de perpetuar as tradições.

Sem dúvida, genuíno e único, com os seus atrevidos e coloridos Caretos a chocalhar por todo o lado.

Um dia muito bem passado. Talvez tenha sido o arco-íris, logo pela manhã, que o abençoou.

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As lagoas que nunca enjoam…

Sempre que posso visito esta pequena zona húmida que serve de abrigo a tantos animais. Gosto de a visitar ao longo do ano e observar as mudanças.

Costumo dizer que estas lagoas  nunca enjoam, seja com frio, com calor, em dia nublado ou solarengo. São sempre bonitas.

Canon Del SiL, o lugar mágico!

Paz de espírito é:

Caminhar por entre centenas de carvalhos centenários, de silhuetas e pormenores que se assemelham a figuras quase humanas ou seres de contos fantásticos e que nos sussurram histórias de encantar; é caminhar sobre tapetes infindáveis de folhas e musgos, pintalgados de branco por perfumadas flores caídas dos medronheiros e de vermelho, por alguns medronhos ainda em decomposição; é caminhar em percursos ladeados por pedras enfeitadas de verde e por onde serpenteiam riachos que nos conduzem a desfiladeiros de cortar o fôlego; é descobrir um mosteiro perdido no tempo e onde não faltou uma sessão fotográfica de um grupo musical estilo metálico, cujo visual meio gótico ajudou a dar mais ênfase ao ambiente e a recuar ao passado.

Só faltaram os duendes e os cogumelos vermelhos. Eu era até capaz de jurar que a brisa que se levantou, entretanto, foi provocada pelos vultos de uns guerreiros celtas a cirandar por aquelas bandas… Eu bem vi as folhas a esvoaçar à medida de uns passos! Pareciam acenar-nos…

Trilho Canon Del Sil, sem dúvida, um percurso mágico.

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Minho em Mil Sugestões

Porque nunca é demais partilhar o que de bom se faz, aqui está!

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O meu já cá canta!

Nova edição (4º edição) do Roteiro Turístico “Minho em Mil Sugestões,” a sair quentinha do forno. Uma publicação da Associação A Nossa Terra, projeto da Direnor, em parceria com a entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal.

(https://www.facebook.com/associacaoanossaterra)

http://www.anossaterra.pt/

(http://www.portoenorte.pt/)

 

Quando…formos gente!

 

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( Mata da Albergaria – Parque Nacional Peneda – Gerês)
Andámos, há anos e anos, a tratar mal a Terra, aquela que é a nossa casa, mas que muitos de nós continuam a não querer ver como a NOSSA CASA.
Há décadas que andámos a estragar aquela que é o nosso abrigo, que tudo nos dá e de onde tudo vem, que verdadeiramente nos protege e alimenta e permite beneficiar do dom da vida. E não é bom viver?
Casa não é o nosso caro apartamento construído à custa de pinheiros abatidos,  ou a casa para viver no meio dos eucaliptos (Só falta ter um “calipe”, “clipe”, “calipto”, na sala de estar!); nem é a moradia nas falésias com vista para o mar (poluído); ou ainda a casa de férias na encosta do monte prestes a derrocar ou  apinhada e em cima dos ribeiros (Acho que as pessoas ainda não descobriram que os ribeiros transbordam…); não é sequer o quintalzinho de estimação com piscina tamanho XXL.
Todos estes espaços, desde o rico casarão à casinha rústica e humilde, são apenas lugares temporários alugados e alocados a um espaço maior, a Terra.
Andámos anos a cuspir no prato que comemos e agora, nós, todos nós, andamos tristes e muito revoltados porque a Mãe Natureza nos veio castigar e cada vez mais nos castiga, tal como uma Mãe que dá um ralhete ao filho, lembrando-o das suas asneiradas.
Ainda não se percebeu que, na sua imperfeição, a Natureza é perfeita. Esquecemos constantemente o que nos diz a Lei de Lavoisier: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. E ela lá arranja maneira de dar a volta ao assunto, nem que seja a fustigar-nos, sem dó nem piedade (Não lhe fizemos o mesmo?) para encontrar o seu equilíbrio.
As mães têm sempre ou quase sempre razão… Esta Mãe, tem toda a razão do Mundo, pois abarca um Mundo inteiro nas mãos. Devemos a ela o bater do nosso coração, mas não a guardamos nele.
Ignoramos consistentemente que, quanto mais interferimos com a Natureza , mais ajudamos a diminuir essa sua capacidade de regeneração e transformação, porque avariamos os ponteiros do relógio, aquele que cronometra o tempo da sua recuperação, ao segundo e ao minuto. Os mesmos minutos que volvidos passam a horas; as horas que se transformam em dias; os dias que passam a ser semanas, as semanas que se multiplicam em meses e anos e os anos que se sucedem em décadas.
Afinal, o que parecia ser o futuro longínquo, entretanto acontece. Depressa o inesperado se transforma em presente.
Temos aquilo que merecemos  por tudo aquilo que fizemos e temos feito mas, muito mais, por tudo aquilo que não fizemos. Por cada vez que nos calamos e consentimos.
Todos nós, direta ou indiretamente, estamos envolvidos na equação. Não há volta a dar. Vive iludido, ou sobrevive apenas, quem pensa que sim.
E, agora, só há duas hipóteses:
Continuar a pôr a culpa na polícia, no bombeiro, no mecânico, no padeiro, no professor, no médico, no agricultor, no engenheiro, no sapateiro, no político, no enfermeiro, no caçador, no advogado,  no “ti Manel”, na “tia Maria”, no padre, no “sô doutor”, na prostituta, no maluco, no bêbado, no pedófilo, no assassino, no vento, na trovoada, no S. Pedro, no Cristo, no Demo, na Sorte, nas Bruxas, no Encosto, blá blá blá; ou pôr a mão no peito e, arcando com as consequências , deitar mãos à obra, ajudando a construir uma nova história.
Quando as frutas e colheitas escassearem, ou atingirem preços exorbitantes,  vamos dedicar-nos aos passatempos preferidos (além do cabaneirar) que são reclamar e deitar as culpas nos outros,  ou vamos pensar, pensar de verdade?
Quando a comida faltar e a quantidade de lixo no mar for maior que a de peixe, vamos pensar?
Talvez! Se não estivermos já mortos.
A fome mata! E a sede mais ainda…!
Talvez…
quando formos gente de verdade!
Talvez…
se formos a tempo de o ser!

(medronhos)