Bioregisto CMIA

Já conhecem a plataforma Bioregisto do Cmia?

A plataforma Bioregisto é um projeto da responsabilidade do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Viana do Castelo, que visa a participação de qualquer cidadão no avistamento de seres vivos, seu registo fotográfico e submissão na plataforma Bioregisto, para identificação e monitorização das espécies.Um dos objetivos principais é que os cidadãos se tornem parte integrante na proteção do património natural. Quanto mais se envolverem as pessoas, mais estas conhecerão sobre o meio ambiente e mais interesse terão em preservar. Qualquer pessoa, que tenha fotografado um animal ou planta, pode submeter a sua foto, tornando-se um Amigo Cmia. O Bioregisto não é exclusivamente para residentes no Distrito. Ele foi pensado para qualquer cidadão, quer seja habitante vianense ou não, e tenha observado algo numa visita pelo distrito, ou em outras regiões. Apesar do grande interesse em estudar a fauna e flora do distrito, o Bioregisto contempla também a possibilidade de submeter observações de outras localidades do território português. A finalidade principal desta plataforma é a monitorização de espécies e prestação de serviço informativo e educativo relacionado com o Ambiente e Património Natural, possibilitando ainda articular com diversas instituições relacionadas com a Educação Ambiental. Para mais informações, consultar a página http://www.cmia-viana-castelo.pt.

E como ser um amigo Cmia e participar no Bioregisto?

1º – Aceder à página através do endereço:

http://www.cmia-viana-castelo.pt/

2º – No canto superior direito, clicar em “Amigos Cmia”, retângulo amarelo.

bioregisto0

3º – Abrir-se-á uma janela preta, com as opções “Criar conta” e “Entrar”. Para quem nunca fez uma contribuição para a plataforma e o fará pela primeira vez, deve registar-se, criando uma conta.

bioregisto1

4º – Deve registar um email para contacto, o nome que quer ver associado ao Bioregisto e definir uma palavra chave.

bioregisto2.png

5º – Preenchidos os dados de registo e respeitando as etapas de confirmação de dados pelo email, fica a conta criada. A pessoa passa a estar registada como amigo cmia. A partir daí, sempre que quiser fazer um registo de observação, deverá fazer “login” através da opção “Entrar”.

bioregisto3.png

6º – Selecionando “entrar”, aparece o seu nome e dados associados. A seguir, basta indicar “Enviar”.

bioregisto6.2.png

7º – Depois de se entrar no Bioregisto propriamente dito, aparece o nome de amigo cmia (a amarelo). A seguir, no lado esquerdo da plataforma e no símbolo “binóculo”, deverá selecionar-se” Bioregisto”.

bioregisto4

8º – Depois de clicar em “Bioregisto” aparecem duas opções. Convém, antes de submeter informação, ler “termos de utilização” para saber as regras.

Assim sendo: Como fazer um primeiro registo? Clicar em: “Submeter observação”.

bioregisto5.png

9º – Depois de clicar em: “Submeter observação”, abre-se uma janela com quatro pontos de informação: 1 – Quanto e onde; 2 – Identificação Espécie; 3 – Informações adicionais e 4 – A sua identificação.

bioregisto5.2.png

10º – Abrindo o ponto “1 – Quanto e onde” visualiza-se algo do género: ;

bioregisto7.png

11º – A título de exemplo vou mostrar como fazer com umas fotos que captei de um esquilo, em 2008. Selecionei a data, escrevi a hora e o sistema assumiu a data mais próxima. No google, que se abre sempre com a localização em Viana, abri a janela em modo de visualização ampla e arrastei os binóculos para o local pretendido. Após a identificação do local, o sistema assume a morada. Nota: Só o Cmia e a pessoa que submete o registo sabem o exato local, por um princípio de proteção dos locais e das espécies, a não ser que a foto identifique naturalmente ou por intenção do autor. A localização que aparece é mais generalista, por concelhos.

bioregisto8

12º – No ponto dois, Identificação da Espécie, aparece um espaço para download de fotos.

bioregisto9

Não convém pôr muitas ou o sistema não aceita e a submissão não avança, porque o sistema encrava. Dependendo da qualidade da imagem, tem aceitado até quatro fotos. Se tiverem muita resolução aceita três, ou duas. O nome comum e científico, não é obrigatório colocar. Se existe uma suspeita do nome pode pôr-se. Por vezes coloco nome e nas informações adicionais refiro que tenho dúvidas; outras vezes ponho o nome com uma interrogação. A quantidade tem que se colocar. Não pode ficar em falta.

bioregisto10

13º – Por norma, para preencher o campo três é preciso ter mais conhecimento do que se observou, o que muitas vezes não é possível saber. Geralmente, a não ser que tenha uma informação precisa, não preencho os dados do ponto 3.

bioregisto11

14º – Por último, no campo”A sua identificação” vão aparecer automaticamente os dados preenchidos pelo facto de já se ter feito “login”. Mas o retângulo no canto inferior direito aparece em cor preta.

bioregisto12

15º – Depois de se selecionar “Declaro que li e aceito os termos e condições”, o retângulo “submeter observação”, passa a cor verde.

bioregisto13

16º – Depois de se clicar em “”submeter observação”, aparece a mensagem:

bioregisto14

Agora, é só tentar e contribuir!

“Solzar”

É tão bom “solzar”!

“Solzar” é sorrir para o Sol e deixar que o Sol nos sorria. É a alegria de um Sol de inverno.

“Solzar” é deixar cada centímetro de pele sorver essa dádiva estelar, até que ela nos abrace com o seu calor e nos adentre todas as camadas até à alma,  fazendo-nos sentir como o mais feliz, despreocupado e esparramado sardão, a namorar o Sol.

“Solzar” é cheirar todos os cheiros que vêm agarrados aos raios de Sol e rimam com rio, campo e mar; é engolir Sol como se não houvesse amanhã, para desembolorar o corpo e a mente.

“Solzar” é despedir a escuridão e escrever com luz, na mente e no coração, imaginando a poesia dos pássaros que chegam com a primavera, as flores a sorrir nos campos e as borboletas a desenhar  bailados ao som dos chilreios maestrinos.

Em resumo: “solzar” é levar com uma bruta chapada de Sol na trombeta e agradecer por isso!

DSC_0144assred

Caminhos: reflexos de escolhas

 

Caminhos há muitos. Cada um segue o seu, ou os seus. Uns dão em encruzilhadas, outros em atalhos, uns enredam e levam ao ponto inicial, outros chegam ao fim.  Mas, apesar da incerteza do caminho que cada um trilha e do seu destino final, há uma certeza em todos eles: cada caminho é o reflexo de uma escolha e cada reflexo da escolha é uma consequência, boa ou não.

DSC_4906-2assred

Quando…formos gente!

 

DSC_8148adaptaçãoass
( Mata da Albergaria – Parque Nacional Peneda – Gerês)
Andámos, há anos e anos, a tratar mal a Terra, aquela que é a nossa casa, mas que muitos de nós continuam a não querer ver como a NOSSA CASA.
Há décadas que andámos a estragar aquela que é o nosso abrigo, que tudo nos dá e de onde tudo vem, que verdadeiramente nos protege e alimenta e permite beneficiar do dom da vida. E não é bom viver?
Casa não é o nosso caro apartamento construído à custa de pinheiros abatidos,  ou a casa para viver no meio dos eucaliptos (Só falta ter um “calipe”, “clipe”, “calipto”, na sala de estar!); nem é a moradia nas falésias com vista para o mar (poluído); ou ainda a casa de férias na encosta do monte prestes a derrocar ou  apinhada e em cima dos ribeiros (Acho que as pessoas ainda não descobriram que os ribeiros transbordam…); não é sequer o quintalzinho de estimação com piscina tamanho XXL.
Todos estes espaços, desde o rico casarão à casinha rústica e humilde, são apenas lugares temporários alugados e alocados a um espaço maior, a Terra.
Andámos anos a cuspir no prato que comemos e agora, nós, todos nós, andamos tristes e muito revoltados porque a Mãe Natureza nos veio castigar e cada vez mais nos castiga, tal como uma Mãe que dá um ralhete ao filho, lembrando-o das suas asneiradas.
Ainda não se percebeu que, na sua imperfeição, a Natureza é perfeita. Esquecemos constantemente o que nos diz a Lei de Lavoisier: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. E ela lá arranja maneira de dar a volta ao assunto, nem que seja a fustigar-nos, sem dó nem piedade (Não lhe fizemos o mesmo?) para encontrar o seu equilíbrio.
As mães têm sempre ou quase sempre razão… Esta Mãe, tem toda a razão do Mundo, pois abarca um Mundo inteiro nas mãos. Devemos a ela o bater do nosso coração, mas não a guardamos nele.
Ignoramos consistentemente que, quanto mais interferimos com a Natureza , mais ajudamos a diminuir essa sua capacidade de regeneração e transformação, porque avariamos os ponteiros do relógio, aquele que cronometra o tempo da sua recuperação, ao segundo e ao minuto. Os mesmos minutos que volvidos passam a horas; as horas que se transformam em dias; os dias que passam a ser semanas, as semanas que se multiplicam em meses e anos e os anos que se sucedem em décadas.
Afinal, o que parecia ser o futuro longínquo, entretanto acontece. Depressa o inesperado se transforma em presente.
Temos aquilo que merecemos  por tudo aquilo que fizemos e temos feito mas, muito mais, por tudo aquilo que não fizemos. Por cada vez que nos calamos e consentimos.
Todos nós, direta ou indiretamente, estamos envolvidos na equação. Não há volta a dar. Vive iludido, ou sobrevive apenas, quem pensa que sim.
E, agora, só há duas hipóteses:
Continuar a pôr a culpa na polícia, no bombeiro, no mecânico, no padeiro, no professor, no médico, no agricultor, no engenheiro, no sapateiro, no político, no enfermeiro, no caçador, no advogado,  no “ti Manel”, na “tia Maria”, no padre, no “sô doutor”, na prostituta, no maluco, no bêbado, no pedófilo, no assassino, no vento, na trovoada, no S. Pedro, no Cristo, no Demo, na Sorte, nas Bruxas, no Encosto, blá blá blá; ou pôr a mão no peito e, arcando com as consequências , deitar mãos à obra, ajudando a construir uma nova história.
Quando as frutas e colheitas escassearem, ou atingirem preços exorbitantes,  vamos dedicar-nos aos passatempos preferidos (além do cabaneirar) que são reclamar e deitar as culpas nos outros,  ou vamos pensar, pensar de verdade?
Quando a comida faltar e a quantidade de lixo no mar for maior que a de peixe, vamos pensar?
Talvez! Se não estivermos já mortos.
A fome mata! E a sede mais ainda…!
Talvez…
quando formos gente de verdade!
Talvez…
se formos a tempo de o ser!

(medronhos)